Sob o domínio do absurdo, ou a política do avestruz
Todo não esquerdista desenvolve um sentimento difuso dentro dele. Ele pode fingir que nada está acontecendo, pois a vida precisa seguir, e os boletos irão vencer. Porém, o sentimento permanece, e o afeta.
Esse sentimento é imposto à pessoa mentalmente sã pela cultura progressista, e pode ser descrito como um estranhamento constante diante do que se ouve, se vê e se lê.
Ou seja, é a sensação de se viver num hospício. Chamemos a esse estado mental de sentimento da absurdidade.
Afinal, não parece real que um artista viaje o mundo para mentir sobre o Brasil e os brasileiros, enquanto divulga um filme que enaltece um terrorista e um assassino.
Também parece uma situação envolta em névoa haver brasileiros querendo libertar um dos maiores criminosos da nossa história, e lutando para que a máfia volte ao poder em 2022.
Soa também como coisa impossível alguém ter a coragem de se dirigir ao outro para defender gente como Haddad, Ciro e assemelhados, todos representantes de uma ideologia e de partidos que roubaram e destruiram o país por quatro governos consecutivos.
Também parece coisa de quem fumou crack defender a ditadura de Maduro; ou defender bandidos e condenar a polícia; ou levar crianças a museus para tocarem em homens nus.
A pessoa não adoecida demora para acreditar que há tipos assim, por mais que eles estejam em todos os lugares, das redes sociais às TVs, da conversa no bar ao almoço de domingo.
Quando o absurdo se manifesta em toda a sua feiura e insanidade, a mente não contaminada sofre, gerando uma sensação de irrealidade. E, no entanto, a Zumbilândia é real.
Marco Frenette